Categoria também cobra valorização da participação nos lucros e vales-refeição e alimentação

Os bancários de Mato Grosso aderiram, nesta quinta-feira (20), à paralisação nacional de 24 horas da categoria. A mobilização ocorre em meio à campanha salarial de 2026 e busca pressionar os bancos pela manutenção de direitos já conquistados e por reajuste salarial.

 

Entre as reivindicações estão ainda a valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales-refeição e alimentação e do piso salarial, além da preservação das cláusulas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

 

Em entrevista ao programa Resumo do Dia, o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro do Estado de Mato Grosso (Seeb-MT), João Luiz Dourado, afirmou que a orientação é para que a paralisação ocorra em todo o Estado.

“A nossa orientação é paralisação de 24 horas. Não é greve, é paralisação por todo Mato Grosso. E a luta nossa não é só para defender os direitos dos bancários, é inclusive defender os interesses dos clientes”, afirmou.

Segundo João Luiz, a campanha não envolve apenas questões salariais. A categoria também reivindica igualdade de oportunidades e salários entre homens e mulheres, além de melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

 

“Discutimos também condições de igualdade de oportunidade salarial para os bancários masculino e também feminino. Defendemos também a necessidade de qualidade de vida e trabalho para as pessoas PCDs”, acrescentou.

 

O presidente do sindicato destacou ainda que a Convenção Coletiva de Trabalho reúne mais de 120 cláusulas conquistadas pela categoria ao longo dos anos.

 

“Lutamos também para garantir o direito dos bancários e filhos dos bancários que têm Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo. Na nossa CCT, nós temos mais de 120 cláusulas que não são direitos adquiridos, são direitos conquistados com muita luta, com muito enfrentamento, inclusive com greves”, afirmou.

 

Negociações

A paralisação ocorre após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retirar propostas que previam reajustes diferenciados por faixas salariais, valores distintos dos vales-refeição e alimentação conforme o tamanho das cidades e o congelamento do piso de ingresso para novos bancários. Apesar do recuo nesses pontos, os bancos não apresentaram um índice de reajuste nesta rodada de negociação.

 

A paralisação desta quinta-feira foi aprovada por 90% dos votos nas assembleias da categoria. As negociações serão retomadas na segunda-feira (24).

 

João Luiz afirmou que, após a mobilização, as atividades devem ser retomadas normalmente na sexta-feira (21). Ele também informou que participará da nona rodada de negociação, marcada para segunda-feira, em São Paulo.

 

Segundo o presidente do sindicato, a possibilidade de uma greve dependerá do andamento das próximas negociações.

 

“A possibilidade da greve vai depender muito da correlação de forças com os banqueiros”, concluiu.

Paralisação Bancos

Yasmin Silva/MidiaNews

Paralisação Bancos

Yasmin Silva/MidiaNews

Paralisação Bancos