Alife Nino alega que unidade de Cuiabá é uma operação independente
O grupo Alife Nino, responsável por 16 unidades do bar Tatu Bola, espalhadas pelo país, esclareceu que a unidade de Cuiabá funciona de forma independente e negou qualquer vínculo societário com a empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, presa preventivamente na Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal contra uma organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas e armas.
Por meio de nota, o grupo afirmou que a empresária tem apenas a licença para o uso da marca.
“A empresa esclarece que a unidade Tatu Bola em Cuiabá é uma operação independente há mais de um ano, a única neste formato, possuindo apenas a licença para o uso da marca”, diz trecho da nota.
Ainda segundo o comunicado, o grupo Alife Nino irá tomar providências para resguardar seus direitos.
Thatiana Rabelo é sócia da TRMT Restaurante, que possui o nome fantasia Tatu Bola e fica localizada na Praça Popular, em Cuiabá.
A empresária foi presa na terça-feira (25), após ordem proferida pela 4ª Vara Federal de Palmas, no Estado do Tocantins. Ela é investigada por suspeita de fazer parte de uma organização criminosa responsável pelo transporte de drogas e armas em aeronaves.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Tocantins, com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado e de agentes federais do Pará.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso organizava voos, utilizava pistas clandestinas e fornecia suporte logístico para transportar grandes carregamentos de cocaína e armas provenientes da Bolívia e do Peru.
Além da prisão de Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, a PF cumpriu outros dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.
Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ainda na terça-feira, Thatiana passou por audiência de custódia e chorou, dizendo que não sabia por que havia sido presa.
Durante interrogatório, ela declarou que tem um irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que foi preso em flagrante no ano passado pilotando uma aeronave Cessna 210M, prefixo PS-PIX, que pousou irregularmente em uma pista localizada na zona rural de Caseara, no Tocantins. A aeronave estava carregada com aproximadamente 475 kg de cloridrato de cocaína e pasta base, acondicionados em tabletes, além de aproximadamente 787 g de maconha/haxixe.
Além desse episódio, Márcio Rabello já registrava antecedentes por tráfico de drogas e, em 2015, foi alvo da Operação Hybris, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de traficantes.
A empresária alega que um dos fundamentos da prisão seria uma conversa dela com o irmão em 2024, que tratava de um assunto sem relação com os fatos apurados pela Polícia Federal.
Veja a nota do grupo Alife Nino na íntegra:
A Alife Nino é um grupo de bares e restaurantes criado há mais de 15 anos, contando atualmente com mais de 130 estabelecimentos em todo o país, empregando cerca de 4.000 colaboradores. A empresa esclarece que a unidade Tatu Bola em Cuiabá é uma operação independente há mais de um ano, a única neste formato, possuindo apenas a licença para o uso da marca.
Não há qualquer vínculo societário ou administrativo entre o Grupo Alite Nino e a pessoa mencionada em diversas matérias relacionadas à investigação da Polícia Federal.
O Grupo Alife Nino reforça que não tem qualquer relação com os fatos investigados. Ademais, a empresa irá tomar as medidas cabíveis para resguardar os seus direitos.












