Mandado de prisão foi expedido pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá e cumprido pela DHPP
A policial penal Jorcenilma Franca Viegas, 46 anos, foi presa preventivamente nesta quarta-feira (05.08), em Cuiabá, pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela é investigada por atirar contra o entregador por aplicativo Carlos Filipe Magalhães Fernandes, 34, durante a devolução de um celular perdido pela filha da servidora.
Segundo informações apuradas, o mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Juízo da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
O crime ocorreu na noite de 22 de julho, no bairro CPA 4. Carlos foi ao endereço combinado para entregar o telefone e receber o valor acertado pela devolução. Ele relatou à polícia que havia recebido o aparelho de outra pessoa e que seria responsável apenas por levá-lo ao local.
Imagens contradizem versão inicial
Câmeras de segurança registraram o momento em que o entregador chegou de motocicleta, entregou o celular e foi abordado pela policial penal, que aparece com uma arma apontada para ele. Na sequência, a servidora efetuou vários disparos.
As imagens divulgadas não mostram Carlos tentando avançar contra Jorcenilma ou tomar a arma dela antes dos primeiros tiros. A gravação colocou em dúvida a versão inicial apresentada à Polícia Militar de que o entregador teria reagido durante a abordagem.
Carlos foi atingido três vezes, sendo uma vez na perna direita e duas nas costas. Um dos projéteis atravessou o abdômen e atingiu órgãos internos. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde passou por procedimentos médicos.
Após o caso, Jorcenilma compareceu à DHPP acompanhada de um advogado, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório. A arma utilizada nos disparos foi apreendida e encaminhada para perícia.
A defesa da policial penal afirma que Jorcenilma e a filha teriam sido vítimas de uma tentativa de extorsão. Um áudio apresentado pelos advogados registra a cobrança de R$ 600 para que o celular fosse devolvido.
Na gravação, um homem informa que enviaria um motociclista para entregar o aparelho e receber o dinheiro. A investigação busca esclarecer se Carlos sabia da suposta cobrança ou se havia sido contratado apenas para fazer a entrega.
A defesa do entregador sustenta que ele não participou de qualquer extorsão e que apenas cumpria a tarefa de devolver o telefone.












