Ocorrência contra Fábio Júnior foi registrada em 2013; Suenilda Vieira não possuía medida protetiva quando foi assassinada pelo marido.

Fábio Júnior Januário Dias, de 42 anos, que matou a esposa, Suenilda Vieira, de 37, na noite dessa quarta-feira (2), em Araguaiana (a 565 km de Cuiabá), já havia sido denunciado por violência doméstica contra ela. O registro policial contra o agressor foi feito em 2013, 13 anos antes do feminicídio. Apesar do histórico de violência, Suenilda não possuía medida protetiva.

Suenilda vivia com o marido e os filhos em uma propriedade rural de Araguaiana. Na noite do crime, Fábio estava bêbado e armado quando matou a esposa, baleou o filho na perna e tentou atingir a filha. Ele morreu horas depois, durante confronto com policiais.

 

 

Alerta

 

A existência da ocorrência registrada em 2013 levou o Gabinete da Mulher a reforçar o alerta para que episódios de agressão, ameaça, perseguição ou controle não sejam tratados como situações isoladas.

Segundo a delegada Mariell Antonini, secretária-chefe do órgão, o registro da violência permite que as autoridades tomem conhecimento do caso, avaliem o risco enfrentado pela vítima e indiquem os mecanismos de proteção disponíveis.

“Um episódio de violência nunca deve ser tratado como algo normal ou isolado. Quando a mulher procura ajuda, o Estado passa a conhecer aquela situação e pode avaliar os riscos e oferecer os mecanismos de proteção disponíveis”, afirmou a delegada.

Entre os recursos que podem ser concedidos após a avaliação de cada caso estão a medida protetiva, o Botão do Pânico e o monitoramento do agressor por tornozeleira eletrônica. Mulheres em situação de vulnerabilidade também podem receber auxílio-moradia mensal de R$ 600 para deixar o ambiente de violência.

Mato Grosso possui nove Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, sendo duas com atendimento 24 horas, em Cuiabá e Várzea Grande, além de outros 29 núcleos especializados instalados em delegacias. A Patrulha Maria da Penha está presente em 87 municípios.