Após o intervalo para o almoço, o júri popular de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023, foi retomado na tarde desta terça-feira (28). O primeiro a depor foi o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, responsável por conduzir, em Brasília, a investigação que deu origem à Operação Sisamnes.

 

Designado em setembro de 2024, Bontempo assumiu o inquérito após a análise do celular apreendido de Zampieri apontar indícios de um suposto esquema de compra e venda de decisões judiciais. A partir desse material, a Polícia Federal instaurou a investigação que resultou na Operação Sisamnes.

 

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondem por homicídio qualificado por promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e concurso de pessoas.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos que mataram o advogado.

Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, teria atuado como intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e fornecer a arma utilizada na execução.

 

O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de financiar o homicídio.