Afrânio Migliari é um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25)

 ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, recebeu cerca de R$ 774 mil em transferências destinadas à sua conta pessoal e à de uma empresa de sua propriedade, segundo as investigações da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25).

Afrânio é um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil na operação, que apura movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo o instituto.

Ele já atuou como secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na gestão Blairo Maggi e foi alvo, em 2010, da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal contra a extração e comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

De acordo com a Polícia Civil, além dos cerca de R$ 774 mil transferidos para contas ligadas a Afrânio, os investigadores identificaram uma transferência de R$ 270 mil destinada a um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Além dele, o suplente de deputado e  ex-presidente do IMAFIR-MT, Hugo Garcia (PSDB), também foi alvo de buscas na operação.

Na casa de Hugo, que atualmente é candidato a deputado estadual, foram apreendidos joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook.

A investigação apura os crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, supostamente cometidos por Hugo Garcia e Afrânio Migliari.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, os dois foram alvo de medidas que determinaram o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas ocorreram durante um período de intensa controvérsia sobre a representação legal da entidade.