Fabiano Oliveira Borges era procurado por matar a namorada, Ana Pacheco Matos, em Cuiabá

O delegado Marcus Vinicius Ferreira Silva, da Delegacia de Polícia de Nobres, afirmou que o empresário Fabiano Oliveira Borges, de 43 anos, encontrado morto no município nesta terça-feira (18), poucos dias depois de matar a namorada, Ana Cristina Pacheco Matos, de 20, tinha cerca de 7 perfurações causadas possivelmente por arma de fogo.

 

Ao SBT Comunidade, o delegado informou que o corpo de Fabiano já estava em estado de decomposição quando foi encontrado boiando às margens do Rio Cuiabazinho, no distrito de Bom Jardim, zona rural de Nobres.

 

O Corpo de Bombeiros e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) foram acionados para a retirada do corpo e realização das perícias necessárias.

“Logo que conseguimos retirar o corpo do rio, constatamos ainda no local que ele tinha cerca de sete perfurações, provavelmente causadas por disparos de arma de fogo”, afirmou o delegado.

abiano foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e reconhecido por familiares.

 

Segundo Marcus Vinicius, as investigações agora seguem para identificar as circunstâncias e os suspeitos da morte de Fabiano.

 

O empresário era procurado desde sábado (15), quando Ana Cristina foi morta com um tiro na nuca dentro de uma residência no Bairro Alvorada, em Cuiabá. O crime ocorreu na presença do filho da vítima, de 3 anos.

 

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, moradores relataram que o casal discutiu durante toda a noite. Por volta das 6h30, vizinhos ouviram um disparo e viram Fabiano deixar o imóvel em uma motocicleta Honda Titan preta.

 

A irmã de Ana Cristina acionou o ex-namorado da vítima, que foi até a residência. No local, ele foi recebido pelo filho da jovem, que lhe entregou a chave do portão.

 

Ao entrar no imóvel, o homem encontrou Ana Cristina caída no chão, com intenso sangramento na cabeça e no rosto provocado pelo disparo. Ela foi socorrida pelo ex-namorado, pelo irmão e por um vizinho e levada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu aos ferimentos.

 

Após o crime, policiais foram até uma empresa que seria de propriedade de Fabiano, mas encontraram o estabelecimento fechado.

 

A DHPP também investiga a conduta do subtenente da Polícia Militar Joarez Candido Silva, que manteve uma ligação de oito minutos com Fabiano após o crime. O militar só informou o contato com o suspeito horas depois, quando percebeu que a Polícia Civil havia identificado a ligação.

Em depoimento, o subtenente afirmou que conversou com Fabiano na tentativa de convencê-lo a se entregar.