Paccola contrata banca de Dalledone, que trava disputa no CNJ com juíza, para atuar em júri remarcado
O ex-vereador e tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola contratou a banca do advogado Cláudio Dalledone para atuar no Tribunal do Júri, que julgará acusação de homicídio qualificado contra o policial penal Alexandre Miyagawa de Barros. O julgamento, inicialmente marcado para esta quinta-feira (27), foi remarcado pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, para 22 de outubro de 2026, após os advogados Ricardo Monteiro e Bárbara Monteiro renunciarem por motivo de foro íntimo. A contratação, confirmada em primeira mão pela Coluna Picantes, ocorre em meio a conflito judicial e institucional entre a banca e a juíza Perri: o advogado atuou na defesa do investigador Mário Wilson Gonçalves em julgamento presidido pela magistrada em dezembro de 2025 e, após divergências ocorridas durante a sessão, apresentou pedido de suspeição para afastá-la da presidência do júri. O caso também chegou ao CNJ, onde o Conselho Federal da OAB e a OAB-MT pediram celeridade na análise de reclamação disciplinar contra Perri, relacionada à conduta da magistrada durante o julgamento, incluindo a afirmação “que se dane a OAB”. A juíza, por sua vez, afirma que a expressão foi dita de forma circunstancial, sem intenção de ofender a instituição, e sustentou que a banca teria tumultuado a sessão com questionamentos repetidos e protelatórios. Agora, Dalledone, que inaugurou um escritório na capital, passa a integrar a defesa de Paccola em um júri presidido pela mesma magistrada com quem mantém a disputa no CNJ, o que poderá ter desdobramentos relacionados à nova alegação de suspeição.
FONTE: OD












