O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes (PL) concentraram os momentos mais tensos do primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado realizado nesta terça-feira (18), pela Rádio Centro América FM.
Após troca de ataques quando debateram sobre garimpo ilegal, eles elevaram o tom ao debater infraestrutura.
O governador questionou a presença de Cinésio Nunes de Oliveira na equipe de Fagundes. Segundo Pivetta, o ex-secretário de Transporte e Pavimentação Urbana (SETPU) foi citado em investigações e na delação do ex-governador Silval Barbosa, que relatou supostos esquemas envolvendo contratos de infraestrutura.
Durante o debate, Pivetta afirmou que Cinésio é chefe de gabinete de Wellington e questionou qual seria o papel reservado a ele em um eventual governo do bolsonarista. Na sequência, fez uma provocação direta ao adversário. “Você quer voltar à cena do crime”, questionou.
Wellington respondeu que conhece Cinésio e destacou que, segundo ele, não existe condenação contra o ex-secretário.
O embate avançou para a trajetória política de Wellington na área de infraestrutura. Pivetta afirmou que o adversário “mandou no DNIT nos governos Lula, Dilma e Temer” e criticou sua atuação ao longo dos anos. Ele só teria perdido espaço quando Tarcísio Freitas, atual governador de São Paulo, assumiu o Ministério dos Transportes na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
“O senhor ficou 20 anos fazendo negócios e nossas rodovias caindo aos pedaços”, disparou Pivetta.
Wellington rebateu acusando a atual gestão de privilegiar aliados na execução de obras. “Estão fazendo obra para a panelinha de vocês”, afirmou.
Como exemplo, o senador citou as intervenções no Portão do Inferno, na região de Chapada dos Guimarães, dizendo que foram gastos cerca de R$ 12 milhões sem que o problema tivesse sido resolvido. Também mencionou a situação da MT-170, que, segundo ele, estaria se deteriorando. “Lutei para federalizar a BR-174 e o seu Governo estadualizou para fazer asfalto de farelo. Quem diz isso é o Tribunal de Contas, não sou eu.”
Pivetta voltou a atacar a atuação do adversário na infraestrutura, insinuando práticas ilegais. “O senhor sempre gostou de estrada federal para todo ano liberar dinheiro e participar dos negócios”, afirmou.












