Acompanhado por parecer do jurídico da direção nacional, ex-governador rebateu questionamento sobre falta de documento do Republicanos e manteve votação

Presidente do União Brasil em Mato Grosso, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu duramente a questão de ordem apresentada pelo deputado estadual Júlio Campos durante a convenção partidária da legenda realizada hoje (30). Júlio tentou barrar a inclusão da tese de coligação com o Republicanos, chapa que apoia o governador Otaviano Pivetta, alegando falta de protocolo no prazo regimental e a ausência de um documento formal emitido pelo partido aliado solicitando a coligação.

Mauro Mendes classificou a tentativa do parlamentar como uma “regra inventada” sem qualquer respaldo na legislação eleitoral ou no estatuto interno da sigla. O ex-governador ressaltou que o protocolo de sua proposta foi realizado com seis dias de antecedência junto a um membro da executiva e que a votação seguiu respaldada por uma orientação direta do diretório nacional da legenda.

“Ninguém pode inventar teoria para parar convenção”

Ao comentar o requerimento de Júlio Campos, Mauro enfatizou que o rito adotado na convenção não busca atender vontades individuais, mas sim o cumprimento rigoroso das diretrizes estatutárias.

 

Primeiro, ele está totalmente equivocado. O protocolo foi feito seis dias antes com membro da executiva, então o argumento naufraga logo de cara. Segundo: Republicanos tem que protocolar um pedido de coligação? De onde tirou isso? Procura na lei brasileira ou no estatuto do partido se tem isso. Ninguém pode inventar uma teoria e querer parar uma convenção“, declarou.

O ex-governador reforçou que a decisão final sobre os rumos do partido continua sendo colhida pelas urnas e será chancelada na sequência das deliberações partidárias, que devem fechar questão ainda nesta tarde. “Não estamos aqui para fazer a vontade de Mauro Mendes, de Júlio Campos ou de qualquer um dos convencionais. Estamos para fazer uma convenção que segue o rito do estatuto.

O que diz o advogado do União Brasil

Responsável pela assessoria jurídica do União Brasil, o advogado Rodrigo Cyrineu detalhou os fundamentos que levaram ao indeferimento do pedido feito por Júlio Campos. Segundo o jurista, Mauro Mendes realizou uma consulta prévia à direção nacional do União Brasil, que disciplinou os procedimentos formais da convenção de maneira minuciosa.

A exigência apresentada pelo deputado Júlio Campos não encontra nenhum respaldo na legislação eleitoral, no estatuto do União Brasil ou do Republicanos. O ex-governador tomou o cuidado de fazer uma consulta, e o jurídico nacional disciplinou o rito de forma detalhada“, explicou Cyrineu.

O advogado destacou ainda que a questão de ordem foi rejeitada com naturalidade e registrada em ata, garantindo a lisura do processo. “A todos é possível buscar o Judiciário se entender que houve alguma irregularidade, mas da nossa parte temos muita tranquilidade. O ex-governador sempre agiu com transparência, seguindo as balizas da nacional do União Brasil e da federação União Progressista“, concluiu.